CONCEIÇÃO SAMPAIO: Lutar por uma sociedade mais justa Edição cadastrada em 05 de 03 de 2010
Mês passado, o Brasil se chocou com a cena em que o marido matou a tiros a ex-esposa dentro do salão de beleza da mesma. Infelizmente, essa não é a primeira vez que uma mulher é assassinada por seu cônjuge ou ex. A cada dia pipocam casos em que mulheres são agredidas e mortas. "O sexo feminino ainda enfrenta tabus e um grande quadro de violência doméstica", declarou Conceição Sampaio, Deputada Estadual pelo Partido Congressista (PP) em entrevista ao programa "O Lojista na TV" apresentado por Ralph Assayag.
Conceição preside a Comissão dos Direitos das Mulheres na Assembléia Legislativa do Estado (ALE) e também participa de dois conselhos importantes, o que trata diretamente dos direitos das mulheres e o outro que trata dos direitos humanos. A deputada insiste em alertar sobre as denúncias contra a violência feminina, para que as mulheres não se calem e lembrem-se da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. "É preciso que se mude hábitos, costumes e é preciso que a mulher se encoraje para fazer a queixa na delegacia", enfatiza.
Para a deputada, o grande desafio desse país é a construção de políticas que garantam a inclusão social não só da mulher, como também do homem, do idoso, da criança. "A família é a base da sociedade, como diz a constituição, portanto, temos que fazer essa inclusão social". Ainda segundo Conceição, outro grande problema é a gravidez precoce, onde é muito difícil uma adolescente conseguir assumir um bebê.
Conforme Conceição, o Amazonas está com sua rede de proteção à mulher completa. "Temos a Casa Abrigo, a Delegacia Especializada, o Centro de Referência, um bom Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, presidido por Graça Prola e toda uma luta para interiorizar essa rede, pois é preciso que o interior do Amazonas receba o mesmo benefício que a capital", disse Conceição.
Segundo a deputada a Assembléia Legislativa está conseguindo implantar um ótimo serviço que é o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME), que consiste em levar apoio gratuito de serviço jurídico, psicológico e social. "O Brasil precisa procurar meios de coibir essa violência. Dizer não à violência tem que ter um compromisso de todos nós", concluiu Conceição.
CENTRO HUMANITÁRIO DE APOIO À MULHER (CHAME) 3183-4463
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