GASTRONOMIA REGIONAL
Cresce qualificação gastronômica
Novos cursos de gastronomia regional são visados por pessoas dispostas a aprender ou se aprimorar na cozinha.
Cupuaçu, Pirarucu, Tucunaré, Tucumã, produtos que todo amazonense, e, também alguns turistas, conhecem. Imaginem alguns derivados que se podem fazer deles: Mouses de cupuaçu, Pirarucu de casaca, caldeirada de tucunaré e sorvete de tucumã, isso são só algumas delas, por que há milhares de outras receitas que se pode desenvolver e milhares de outros produtos como peixes, frutas, raízes e etc, que também possuem capacidade de desenvolvimento culinário. É o Amazonas com suas matérias-primas exóticas provocando curiosidade àqueles que desejam aventuras pelo paladar.
E é justamente por isso, que o setor gastronômico vem sofrendo alterações em relação à sua divulgação. Além de cursos de línguas, que todos estão correndo atrás, o curso de gastronomia já se iguala em relação à procura. “Como temos muitos pratos especiais, as pessoas aproveitam para investir nesse ramo”, declara Ezra Benzion, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).
Para Benzion, esse setor já vinha se qualificando e, com a escolha da cidade para a Copa de 2014, engrenou.”Foi uma motivação à mais”, enfatiza.
Uma das referências em aulas gastronômicas, em Manaus, é a Escola de Gastronomia do Amazonas. Administrada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), inaugurada em agosto de 2007 por meio de um convênio com o Ministério do Turismo e, desde então, não passou por nenhuma alteração em suas atividades. No ano seguinte, um grupo de consultores, formado pelo Administrador de Empresa e Pós-graduado em Engenharia de Produção e Marketing Empresarial Marcelo Astuto, a Consultora Gastronômica Estella Macedo, o Administrador de Empresa Gerson Queiroz e o Gestor de Capacitação Humana e Marketing Marcelo Salum, assumiram a direção da escola. A metodologia da escola tem o foco no desenvolvimento teórico das habilidades do profissional, visando criar condições para que o aprendizado tenha o melhor aproveitamento quando aplicado à prática.
Segundo Marcelo Astuto, a gestão do grupo justifica-se na realidade gastronômica do país, que vem se tornando cada vez mais competitiva e exigindo novos aperfeiçoamentos. “Queremos dar uma vida nova para o setor de gastronomia no Amazonas, disponibilizando cursos de curta duração, reciclagens para profissionais experientes, intercâmbio profissional e inovamos com a elaboração de um banco de recursos humanos mais qualificado tornando o segmento mais valorizado”, conclui Astuto.
Além da Escola de Gastronomia do Amazonas, outras entidades também oferecem o curso como, a faculdade Ciesa e o Senac. Outro centro que também oferece o curso, além de palestras e workshops é o Centro de Gastronomia do Amazonas que tem como uma das personalidades mais conceituadas do setor, a chef Maria do Ceú Athayde.
O ramo da gastronomia vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, sendo muito procurado nos últimos tempos. Depois que Manaus foi escolhida como sub-sede, a procura totalmente dobrou.
“Esse ramo abrange um leque muito grande. Precisa-se de pessoas qualificadas em todos os setores. Do restaurante convencional, a restaurantes de hotéis, sem contar que se pode investir em um negócio próprio”, declara Ralph Assayag, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM).
Ainda segundo o presidente, é um setor que tem tendência à ampliação de mercado, porém, a qualificação é extremamente obrigatória. “Mesmo quem sabe cozinhar é essencial ter uma capacitação para adquirir conhecimentos específicos”, conclui Assayag.
Crescimento rápido
Não são só as escolas de línguas que estão disponibilizando cursos com horários adaptados para quem não tem muita folga. As escolas que estão oferecendo cursos gastronômicos também já estudam uma forma de proporcionar mais qualificação e capacitação as pessoas que pretendem investir nessa área.
A graduação nesse ramo já é uma realidade no Amazonas. O Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA) e a UNINILTON LINS já saíram na frente neste quesito.
A procura por cursos de gastronomia não se limita apenas em comidas e sobremesas. Sucos e aperitivos também fazem parte do menu apresentado pelas diversas instituições que ministram os cursos. A oferta privilegia os amantes do bom garfo e aqueles que desejam saborear a exótica comida amazônica.
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