A ARTE DE ABRIR SEU PRÓPRIO NEGÓCIO
Saiu da faculdade com uma enorme perseverança de montar um negócio próprio, afinal, o curso de Design, realizado em quatro anos tinha um grande leque de oportunidades. Mas, de repente sentiu-se desprovido de coragem, despertou-lhe um medo de apostar seu capital na montagem de um negócio e acabar perdendo todo investimento, que demorou anos para serem acumulados.
Mas como? Logo ele que durante a época de estudo se imaginava sentado em frente de um computador, com programas específicos despejando toda sua criatividade para agradar seus clientes, desistiu de colocar seu sonho em prática?
Decidiu então verificar como andava o mercado de trabalho para essa área. Aprofundou-se em todas as informações que conseguia ter. Observou a pesquisa realizada pelo Centro de Empreendedorismo do Ibmec São Paulo, onde dizia que o Brasil tem muitas oportunidades mas falta preparo dos empreendedores, fazendo com que cerca de 80% das micro e pequenas empresas fechassem as portas no primeiro ano de existência, lamentavelmente. Leu o livro Como Fazer uma Empresa Dar Certo em um País Incerto, editado pelo Instituto Endeavor, e o que lhe chamou atenção era um parágrafo que descrevia a importância do medo: “(...) O medo de não dar certo é absolutamente essencial, pois serve para que o empreendedor conheça seus limites e calcule o tamanho de seus riscos”.
Com todo esse embasamento, chegou à conclusão que ao pensar em montar um negócio, deve-se levar algumas coisas em conta. Uma delas é quais os papéis que terei que exercer como dono de uma empresa? Pois existem três figuras nas quais o empresário pode se encaixar: Empreendedor, que toma as decisões e define o direcionamento do negócio; Gestor, que administra a empresa; e operador, que executa o trabalho, sim porque ser dono de um negócio não significa necessariamente que você não irá meter a mão na massa. Outra pergunta importante é o que sei fazer? Ter ciência sobre suas limitações e explicitá-las é fundamental para delinear o caminho do negócio. Buscar experiências similares foi outro ponto que achou durante sua busca, o empreendedor pode aprender com os erros dos outros, sendo um observador externo.
Se pretender abrir um negócio em sociedade, o cuidado com a escolha do sócio é fundamental. Nem sempre o melhor amigo é garantia do sucesso do empreendimento. Para dar certo, é necessário que haja perfis complementares e ter um capital é sempre importante.
Ao avaliar tudo isso, percebeu que trabalhar o medo de errar é absolutamente necessário, afinal, a maior possibilidade de aprendizado está na prática e isso significa tentar e errar, para depois tentar novamente de outra forma, até acertar. E que ter auto-estima é condição número um para alcançar o sucesso no comando do negócio.
Avaliou a mudança de vida com objetividade o que o fez se sentir mais seguro. Muita gente sai do modo “empregado” para o modo “patrão” e não faz essa análise de forma racional. Todo negócio tem o lado não glamouroso, que ocupa boa parte do tempo da vida do empreendedor e para assumir o papel de DONO, é necessário que o empreendedor aprenda a depender de si próprio. Com todo esse aprendizado, conseguiu até enumerar características de empresários de sucesso como:
*Valorizar o trabalho em equipe.
*Estão dispostos a enfrentar mudanças.
*Cercam-se de diversidades.
*Lidam sabiamente com feedbacks e críticas.
*Possuem visão e planos para alcançarem as metas.
*Buscam, de forma pró-ativa, oportunidades.
*São trabalhadores incessantes e determinados.
*Entendem que remover barreiras é necessário.
*São pessoas altamente enérgicas.
*Nutrem constantemente o espírito empreendedor assumindo riscos e aprendendo com erros.
Respirou fundo, percebeu que tinha nas mãos a oportunidade que sempre quisera e que estava angustiado sem motivo. Afinal, o medo que sentira nada mais era que vergonha de não conseguir chegar lá. Reviu suas atitudes. Pensou no sonho dos tempos estudantis. Colocou em mãos uma página que tinha escrito: “Os que alcançam o sucesso são aqueles que corretamente identificam as oportunidades, tiram proveito delas e não se intimidam”. Olhou duas vezes para o papel. Abriu a porta, caminhou com vigor, sentia que estava a poucos passos de realizar aquilo com que tanto sonhara. E com ímpeto que guardara dentro de si entrou no prédio que continha uma placa dizendo: ALUGA-SE SALAS.
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